6 tipos de correntes elétricas na Fisioterapia






A utilização de recursos físicos na fisioterapia vem sendo utilizada há muitos anos em praticamente todas as áreas. Com isso, o numero de recursos e equipamentos têm aumentado muito e uma área que tem despertado enorme interesse clínico é a "Eletroterapia". Esse termo refere–se a equipamentos que geram corrente elétrica e podem produzir efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, antiedematosos e contração muscular tanto para fortalecimento como para melhora da função.
Inicialmente, iremos identificar os parâmetros presentes nos aparelhos eletroterápicos :
  • Pulso – é o tempo em que a corrente permanece na pele , ou seja, é a duração de um pulso elétrico – intervalo de tempo que separa o início e o fim de um pulso. Neste parâmetro, o que se regula é a sua largura pois esta implicará na corrente ser ou não confortável. Quanto maior a largura de pulso menor o conforto da corrente no paciente.
  • Freqüência – simbolizado através da letra "f " é o número de pulsos por segundo, expresso em hertz (Hz).
  • Modulações – é a variação dos parâmetros de pulsos unidirecionais ou bidirecionais – modulação de duração de pulso, modulação de amplitude modulação de freqüência.
  • Intensidade – quantidade de estímulo elétrico aplicado, representado pela letra " i ". o estímulo ideal é o mínimo capaz de produzir uma contração muscular.
O estímulo elétrico capaz de promover a contração muscular deve apresentar as seguintes características :
  • Tempo de subida – é o tempo necessário para que o estímulo passe de zero ao seu valor funcional. Este tempo terá que ser menor do que 10ms.
  • Intensidade limiar – será aquela em que a célula se despolarize completamente.
  • Tempo de duração – é o tempo em que o estímulo está atuando e este deve ser o suficiente para que a célula se despolarize por completo.
  • Tempo de relaxamento – tempo necessário para que a célula se repolarize novamente.
O local onde será colocado os eletrodos deve ser nos chamados pontos motores onde a quantidade de feixes nervosos são maiores porém, o mesmo deve ser livre de tecidos impedantes como gordura e ossos.
1 – Corrente Galvânica ou contínua
A corrente Galvânica é gerada por uma fonte de tensão contínua ou pela retificação da onda a partir de uma corrente alternada. Esta corrente possui um polo negativo e outro positivo ( polarizada), cuja intensidade de amplitude é mantida, ou seja, no início ela ascende até o pico máximo de intensidade e aí se mantém contínua sem alterar ao longo do tempo. Quando desligada, decresce até zero e se extingue. A corrente não tem ação na produção de contrações musculares contudo, seus efeitos são metabólicos como :
– Ação estimulante – aumento do metabolismo devido a liberação de mediadores químicos e assim preparar o local para a atividade;
– Dissociação Iônica – conseqüência da polarização da corrente onde ânions são atraídos para o polo positivo e os cátions atraídos para o polo negativo. Esta característica proporciona o uso desta corrente para endosmose ( deslocamento de líquidos intersticiais – edemas) e iontoforese ( administração de drogas via corrente );
– Produção de calor local – decorrente do aumento do metabolismo;
– Aumento da permeabilidade celular- devido a liberação de mediadores químicos;
– Hiperemia – ocasionado pela vasodilatação;
– Parestesia – devido a mudança do pH;
– Analgesia – determinada pela acomodação das raízes nervosas pelo estímulo elétrico;
– Vasodilatação – devido a liberação do mediador químico histamina;
– Narcose – determinado pela liberação de opióides endógenos.
2 – Corrente Farádica
A corrente Farádica é classificada como toda forma de onda cujo tempo de variação de zero ao valor eficaz de sua amplitude seja menor do que 10ms. Esta corrente tem ação de eletrodiagnóstico ( verificar se o músculo está sadio ou não ) e não de treinamento muscular pois o seu estímulo elétrico tem tempo de subida rápido mas de curta duração. Então, o estímulo da corrente farádica atua no músculo sadio mas é insuficiente para despolarizar as células por completo e assim, produzir contrações musculares.
3 – Corrente Exponencial
A corrente exponencial é classificada como toda corrente cujo tempo de variação da amplitude seja maior do que 10ms. Esta corrente não é capaz de promover contrações em músculos sadios apenas, em musculatura lesada. Assim, a corrente exponencial tem função de eletrodiagnosticar fibras musculares lesadas a qual não responderia ao estímulo da corrente farádica.
4 – Correntes Diadinâmicas
Esta corrente é uma variação da corrente senoidal retificada. Podem ser monofásicas ( corrente retificada em meia onda ), bifásicas ( senoidal retificada em onda completa ) . Nos dias atuais não tem tanta aplicação e seus efeitos são de vasodilatação e de promover acomodação das fibras nervosas provocando, temporariamente, analgesia.
5 – Correntes Interferenciais
São eficazes e utilizadas tanto para obter contração muscular como analgesia. Esta corrente se baseia na aplicação transcutânea de correntes elétricas alternadas de média freqüência. A freqüência ideal para estimular os músculos é de 60 Hz porém, esta freqüência é muito baixa para recrutar um número ideal de fibras musculares e freqüências maiores do que esta implicaria na sua transformação em calor. Então, utiliza-se correntes transportadoras sendo uma de 4.000 hz e a outra de 4.060 Hz. Elas são aplicadas através de dois pares de eletrodos que se cruzam e dentro do corpo, no ponto de intercessão das correntes, irá se ter a diferença entre as duas correntes transportadoras, isto é, 60Hz. As características analgésicas serão discutidas adiante na TENS.
6 – Neuroestimulação Elétrica Transcutânea – TENS
TENS é uma técnica que utiliza correntes de baixa intensidade e baixa freqüência (100Hz) para provocar efeitos analgésicos de até 48 horas. Este efeito da TENS é obtido pela sua ação no bloqueio da despolarização do segundo neurônio de condução do estímulo da dor e pela liberação de endorfinas endógenas. Os parâmetros para modular são : largura da onda (t ou w em torno de 100microsegundos), freqüência ( f = 100Hz), intensidade (i = vibração sem causar beliscões). Tempo (T = 30 minutos) e o repouso (r ). Os eletrodos podem ser colocados de forma local ( limitando o ponto doloroso ), radicular (o eletrodo negativo é colocado na emergência do nervo e o positivo no ponto mais distante até onde a dor chega ) ou sob forma cruzada ( formando um quadrado com os quatro eletrodos ).
Atualização em Eletrotermofototerapia

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