3 grandes pensadores da Psicologia Educacional






A Psicologia Educacional pode ser considerada como uma sub-área da psicologia, o que pressupõe esta última como área de conhecimento. Entende-se área de conhecimento como corpus sistemático e organizado de saberes produzidos de acordo com procedimentos definidos, referentes a determinados fenômenos ou conjunto de fenômenos constituintes da realidade, fundamentado em concepções ontológicas, epistemológicas, metodológicas e éticas determinadas. Faz-se necessário, porém, considerar a diversidade de concepções, abordagens e sistemas teóricos que constituem as várias produções de conhecimento, particularmente no âmbito das ciências humanas, das quais a psicologia faz parte. Assim, a psicologia da educação pode ser entendida como sub-área de conhecimento, que tem como vocação a produção de saberes relativos ao fenômeno psicológico constituinte do processo educativo.

A Psicologia Escolar, diferentemente, define-se pelo âmbito profissional e refere-se a um campo de ação determinado, isto é, a escola e as relações que aí se estabelecem; fundamenta sua atuação nos conhecimentos produzidos pela psicologia da educação, por outras sub-áreas da psicologia e por outras áreas de conhecimento.


Deve-se, pois, sublinhar que psicologia educacional e psicologia escolar são intrinsecamente relacionadas, mas não são idênticas, nem podem reduzir-se uma à outra, guardando cada qual sua autonomia relativa. A primeira é uma área de conhecimento (ou sub-área) e tem por finalidade produzir saberes sobre o fenômeno psicológico no processo educativo. A outra constitui-se como campo de atuação profissional, realizando intervenções no espaço escolar ou a ele relacionado, tendo como foco o fenômeno psicológico, fundamentada em saberes produzidos, não só, mas principalmente, pela sub-área da psicologia, a psicologia da educação.

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Willian James

James lançou um livro intitulado Principles of Psychology e ministrou diversas palestras através de uma série intitulada Talks to Teacher. Nela, discutia as aplicações da psicologia na educação de crianças e enfatizava a importância de se observar o processo de ensino e aprendizagem em sala de aula. Assim era possível aprimorar a educação, trazendo como recomendação que os professores iniciassem as aulas em um ponto além do nível de conhecimento e compreensão da criança a fim de desenvolver a mente delas (SANTROCK, 2010).

John Dewey

John Dewey por sua vez tornou-se a força motriz da aplicação na prática da psicologia. Estabeleceu o primeiro e mais importante laboratório de Psicologia Educacional nos EUA, na Universidade de Chicago no ano de 1894. Assim, continuou seu trabalho inovador na Universidade de Colúmbia. Muitas ideias importantes partiram deste teórico. Ele nos mostrou que a criança é um ser em constante e ativa aprendizagem. Antes de Dewey, as pessoas acreditavam que as crianças deviam permanecer sentadas e em silêncio. Isso porque aprendiam passivamente e de uma maneira mecânica.

Dewey afirmava que a educação deve focar a criança em sua totalidade enfatizando também a adaptação da criança ao ambiente. Elas deveriam ser educadas de modo que possam ser estimuladas a pensar e também a se adaptar ao seu ambiente fora da escola. As crianças deveriam aprender a serem mais autônomas e solucionadoras de problemas de maneira reflexiva. Para Dewey toda criança merecia ter uma educação de qualidade sem diferenciação de classe, raça ou sexo.

Edward Lee Thorndike

Já Thorndike, outro precursor da psicologia educacional, enfocou a avaliação e a mediação e promoveu os princípios básicos e científicos da aprendizagem. Argumentou que uma das tarefas mais importantes da escola é a de desenvolver as habilidades de raciocínio das crianças. Para isso, se diferenciava ao fazer estudos científicos aprofundados e precisos sobre o ensino e aprendizagem. Promoveu também a ideia de que a Psicologia Educacional deve ter uma base científica e deve enfocar principalmente a mediação.

A união dessas ideias e desenvolvimento de outras teorias a partir delas resultou nas escolas como conhecemos hoje: espaços de liberdade e comunicação, onde as crianças podem manifestar sua afetividade como carinho ou agressividade; sua criatividade como construção ou destruição; sua liberdade como obediência ou rebeldia. Todas as atitudes infantis passaram a ser tomadas de maneira natural, como boas e desejáveis, sempre se mantendo atenta e vigilante no que diz respeito ao desenvolvimento psíquico da criança.


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